Queria espiar o futuro, só pra descobrir se estou agindo certo hoje.
Não tenho que provar nada pra ninguém.
Não tenho que estar com qualquer cara pra provar que não quero meu último amor de volta.
Lamento, como lamento, tudo o que aconteceu.. lamento mais o que não aconteceu e poderia ter acontecido.
Coisa de gente sonhadora.
terça-feira, 5 de julho de 2011
quarta-feira, 29 de junho de 2011
O que vc faz quando algo vivo, que estava dentro da tua vida, apodrece e vira lixo?
vc põe pra fora de casa e mantem bem longe de vc.
é isto que estou fazendo agora...
mantendo o lixo, viciado, perturbado, sem foco e direção, bem longe de mim.
Ainda que ressoe o "água mole em pedra dura tanto bate até que fura!" dentro de mim...
este som pode ser minha cilada ou meu sinal de minha desumanidade.
não salvarei ninguém.
não recuperarei ninguém.
vou me preocupar com as cortinas que tenho que instalar, o quadro que tem que ir pra parede e as capas de almofada que posso crochetar.
Não são futilidades, são pequenos gestos valorizando o tesouro que é minha casa, meu lar.
e o lixo? que se recicle!!!
vc põe pra fora de casa e mantem bem longe de vc.
é isto que estou fazendo agora...
mantendo o lixo, viciado, perturbado, sem foco e direção, bem longe de mim.
Ainda que ressoe o "água mole em pedra dura tanto bate até que fura!" dentro de mim...
este som pode ser minha cilada ou meu sinal de minha desumanidade.
não salvarei ninguém.
não recuperarei ninguém.
vou me preocupar com as cortinas que tenho que instalar, o quadro que tem que ir pra parede e as capas de almofada que posso crochetar.
Não são futilidades, são pequenos gestos valorizando o tesouro que é minha casa, meu lar.
e o lixo? que se recicle!!!
sábado, 25 de junho de 2011
quinta-feira, 24 de março de 2011
entre pausas e plays
Pouca coisa mudou de lá pra cá...
e não sei o que fazer... por um lado, me sinto uma tonta... acredito em palavras ditas na brisa, num olhar no espelho, na predestinação do encontro e, mais ingenuamente, na possibilidade de mudança.
Eu mudei. Não sei se exatamente uma mudança. Estou assumindo riscos de maneira declarada.
Estou confusa!
quero sair, fechar a porta atrás de mim! deixar tudo pra lá.. eu já vi este filme. Sei qual o desfecho... e por que raios acredito que possa ser diferente? Por que acreditar que ele crescerá e reconhecerá que estar a nosso lado é algo bom pra ele.
É tá difícil me separar dele quando estamos os três juntos... é tão bonito ver no rosto da minha pequena a alegria por estar conosco. Poder brincar com o pai e segurar meu dedo. Olhar pra ele e manter a boca no meu peito. Romantismo da minha parte? Provavelmente.
O desejo de estar junto - nem se mais se tem amor envolvido nisto - está me acorrentando. E eu preciso dar um passo em alguma direção. Tristemente, reconheço que a porta atrás de mim deverá ser fechada.
Ele a mantem entreaberta de propósito! Faz piadas sem graça (que só uma mulher apaixonada ri), compartilha notícias, fala de temas em comum, vale-tudo, música, eventos)... faz o tipo de coisa que indica a construção de algo em comum. A troco de quê? de me manter aprisionada a ele. Tá na cara que é isto...
Sou inteligente e racional o suficiente para romper este grilhão. Temo estar me precipitando, não dando oportunidade para que a coisa aconteça... a dúvida... sempre a dúvida. A dúvida pode gerar prudência ou estagnação. Meu desafio atual é encontrar o equilíbrio e tomar a melhor decisão pra mim e pra minha pequena cunhatan.
e não sei o que fazer... por um lado, me sinto uma tonta... acredito em palavras ditas na brisa, num olhar no espelho, na predestinação do encontro e, mais ingenuamente, na possibilidade de mudança.
Eu mudei. Não sei se exatamente uma mudança. Estou assumindo riscos de maneira declarada.
Estou confusa!
quero sair, fechar a porta atrás de mim! deixar tudo pra lá.. eu já vi este filme. Sei qual o desfecho... e por que raios acredito que possa ser diferente? Por que acreditar que ele crescerá e reconhecerá que estar a nosso lado é algo bom pra ele.
É tá difícil me separar dele quando estamos os três juntos... é tão bonito ver no rosto da minha pequena a alegria por estar conosco. Poder brincar com o pai e segurar meu dedo. Olhar pra ele e manter a boca no meu peito. Romantismo da minha parte? Provavelmente.
O desejo de estar junto - nem se mais se tem amor envolvido nisto - está me acorrentando. E eu preciso dar um passo em alguma direção. Tristemente, reconheço que a porta atrás de mim deverá ser fechada.
Ele a mantem entreaberta de propósito! Faz piadas sem graça (que só uma mulher apaixonada ri), compartilha notícias, fala de temas em comum, vale-tudo, música, eventos)... faz o tipo de coisa que indica a construção de algo em comum. A troco de quê? de me manter aprisionada a ele. Tá na cara que é isto...
Sou inteligente e racional o suficiente para romper este grilhão. Temo estar me precipitando, não dando oportunidade para que a coisa aconteça... a dúvida... sempre a dúvida. A dúvida pode gerar prudência ou estagnação. Meu desafio atual é encontrar o equilíbrio e tomar a melhor decisão pra mim e pra minha pequena cunhatan.
domingo, 16 de janeiro de 2011
mais da vida, menos da covardia
Tenho muita vida pra viver.
Estou irritada com a falta de coragem que presencio cotidianamente.
Quero jogar tudo o que estiver à mão, em cima do covarde pra vida e, quem sabe, ele acorda?
Se acordar, me pergunto, será tarde demais?
Porque estou me acostumando a ser eu por mim mesma e a contar só comigo.
Ser sozinha não é o ideal mas é totalmente possível.
Não sei traduzir o sentimento que tá no meu peito.
Não consigo respirar e relaxar.
Mas não sinto medo.
Quando vejo que posso deixar de amá-lo e que a vida continuará se - e quando - isto acontecer, começo a sentir um pesar pela perda.
Não sei o que poderá substituir mas eu estou cansada das omissões, das mentiras, do descaso, da falta de coragem diante da vida, do pouco comprometimento, da falta de olhar pra si próprio com olhar crítico, dos sonhos que se acumulam e não são batalhados. Estou cansada de olhar nos olhos deste menino-que-não-cresce que ele tem sentimentos profundos por mim e ouvir sua boca negar qualquer afeto íntimo por mim.
Quero vida e coragem pra vivê-la! A coragem que eu tenho não permitirei que dêem fim a ela.
Não tenho tanta coragem assim.. uma vida a dois seria a morte pra mim... mas eu topo algo ponderado! sou totalmente aberta a negociações! Não sou aberta a embromações!
Estou irritada com a falta de coragem que presencio cotidianamente.
Quero jogar tudo o que estiver à mão, em cima do covarde pra vida e, quem sabe, ele acorda?
Se acordar, me pergunto, será tarde demais?
Porque estou me acostumando a ser eu por mim mesma e a contar só comigo.
Ser sozinha não é o ideal mas é totalmente possível.
Não sei traduzir o sentimento que tá no meu peito.
Não consigo respirar e relaxar.
Mas não sinto medo.
Quando vejo que posso deixar de amá-lo e que a vida continuará se - e quando - isto acontecer, começo a sentir um pesar pela perda.
Não sei o que poderá substituir mas eu estou cansada das omissões, das mentiras, do descaso, da falta de coragem diante da vida, do pouco comprometimento, da falta de olhar pra si próprio com olhar crítico, dos sonhos que se acumulam e não são batalhados. Estou cansada de olhar nos olhos deste menino-que-não-cresce que ele tem sentimentos profundos por mim e ouvir sua boca negar qualquer afeto íntimo por mim.
Quero vida e coragem pra vivê-la! A coragem que eu tenho não permitirei que dêem fim a ela.
Não tenho tanta coragem assim.. uma vida a dois seria a morte pra mim... mas eu topo algo ponderado! sou totalmente aberta a negociações! Não sou aberta a embromações!
sábado, 15 de janeiro de 2011
Tempo Rei, me fez Rainha
A Vida tem sua sabedoria... escrevi pela última vez neste blog, poucos dias antes de engravidar.
A gestação foi do tipo: "matando um leão por dia" e hoje, com minha gata-gatinha de 5 meses, enfrentamos pequenos ajustes.
Estes ajustes são de todas as ordens... com a casa, as contas, os horários, os afazeres etc.
Mas há um ajuste que me perturba, que é o de nada servir pra mim.
Não me serve pouco amor, nem pouca atenção.
Não me serve a falta de estilo
Não me serve o torço que eu usava no cabelo.
Não me serve a palavra dura a fim de me ferir.
Não me serve a mentira nem as meias-verdades.
Não me serve, para nada, a ausência.
A presença serve pra me por em xeque, me confundir, me questionar.
O sentimento serve para mostrar o quanto mudei, o quanto sou mais paciente, o quanto estou mais sábia...
mais cansada, menos rodeada de gente, menos compromissada com a rua.
A porta arrombada serve pra mostrar que o conflito não é benéfico.
A jura serve pra mostrar que o homem ainda é muito menino.
Talvez mais do que eu possa entender.
Talvez menos do que eu possa tolerar.
O descaso com datas e momentos simbólicos não serve para nada além de me afastar.
Mas, C$%¨&@¨$!!! A Vida já mostrou que estar longe um do outro é estupidez! Nos uniu de um jeito que será impossível de separar, selou nossas almas por toda esta existência e quantas mais existirem! e da melhor forma possível!
Eu celebro a vida! Eu tenho coragem - e loucura - suficiente pra celebrá-la, me jogar nela, reconhecer minhas chatices e minhas frustrações e seguir na caminhada. Por onde for, pelo tempo que houver, da maneira que eu puder.
A gestação foi do tipo: "matando um leão por dia" e hoje, com minha gata-gatinha de 5 meses, enfrentamos pequenos ajustes.
Estes ajustes são de todas as ordens... com a casa, as contas, os horários, os afazeres etc.
Mas há um ajuste que me perturba, que é o de nada servir pra mim.
Não me serve pouco amor, nem pouca atenção.
Não me serve a falta de estilo
Não me serve o torço que eu usava no cabelo.
Não me serve a palavra dura a fim de me ferir.
Não me serve a mentira nem as meias-verdades.
Não me serve, para nada, a ausência.
A presença serve pra me por em xeque, me confundir, me questionar.
O sentimento serve para mostrar o quanto mudei, o quanto sou mais paciente, o quanto estou mais sábia...
mais cansada, menos rodeada de gente, menos compromissada com a rua.
A porta arrombada serve pra mostrar que o conflito não é benéfico.
A jura serve pra mostrar que o homem ainda é muito menino.
Talvez mais do que eu possa entender.
Talvez menos do que eu possa tolerar.
O descaso com datas e momentos simbólicos não serve para nada além de me afastar.
Mas, C$%¨&@¨$!!! A Vida já mostrou que estar longe um do outro é estupidez! Nos uniu de um jeito que será impossível de separar, selou nossas almas por toda esta existência e quantas mais existirem! e da melhor forma possível!
Eu celebro a vida! Eu tenho coragem - e loucura - suficiente pra celebrá-la, me jogar nela, reconhecer minhas chatices e minhas frustrações e seguir na caminhada. Por onde for, pelo tempo que houver, da maneira que eu puder.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
O Tempo
Tempo é rei...
e como toda majestade, ele brinca com nossa boa vontade
ele decide quando as coisas acontecem
este "quando" interfere no "como"
e a quem vê o tempo passar,
só resta esperar.
Esperar que ele reine,
que faça sol ou chuva
frio ou calor
que venha o vento ou a tempestade.
Tempo é rei e como toda majestade,
poucos o compreendem
só os mais velhos,
que já viram muito tempo passar,
sabem quando esperar sem surtar
sem sem oprimido pela espera
sem ser atropelado pelo tempo.
O tempo, majestoso que é,
tem suas manhas, suas surpresas
e até mesmo, não nego,
seus encantos.
Meu desafio é entender este tempo
o meu tempo
o tempo rei
o tempo do outro
e não perder o bonde da vida!
e como toda majestade, ele brinca com nossa boa vontade
ele decide quando as coisas acontecem
este "quando" interfere no "como"
e a quem vê o tempo passar,
só resta esperar.
Esperar que ele reine,
que faça sol ou chuva
frio ou calor
que venha o vento ou a tempestade.
Tempo é rei e como toda majestade,
poucos o compreendem
só os mais velhos,
que já viram muito tempo passar,
sabem quando esperar sem surtar
sem sem oprimido pela espera
sem ser atropelado pelo tempo.
O tempo, majestoso que é,
tem suas manhas, suas surpresas
e até mesmo, não nego,
seus encantos.
Meu desafio é entender este tempo
o meu tempo
o tempo rei
o tempo do outro
e não perder o bonde da vida!
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