quinta-feira, 10 de julho de 2008

pra não esquecer

Viver, intensamente, é você chorar, rir, sofrer, participar das coisas, achar a verdade nas coisas que faz.
Encontrar em cada gesto da vida o sentido exato paraque acredite nele e o sinta intensamente.
(Leila Diniz)

do orkut de alguém

Quem foi a anta que disse

que sexo tem que ser agressivo?
que tem que dar tapa na cara?
que tem engolir a porra do fulano?
quem disse que mulher se excita com isto?
tá.. tem gosto pra tudo..
mas não é o meu.
sou à moda antiga... se é que pode-se afirmar isto a meu respeito.. há quem o faça.. azar o dele.
sexo não tem a ver com humilhação - a não ser que seja de comum acordo
sexo não tem a ver com dominação - a não se que seja de comum acordo
sexo não é competição de velocidade - ver quem goza primeiro
sexo não é quebra de recordes de velocidade - quem se movimenta mais rápido...
fica parecendo cachorro cruzando.. enganha na mulher e mete, mete, mete... sem sentir nada.. sem sentir a energia fluir, o corpo esquentar, arrepiar, tremer...
transa sem sentir a pele suada, o som do gemido, o sussurro pedindo, elogiando...
não desfruta
não saboreia
isto não é pra mim
quem quiser isto, não me procure.
Eu quero o mais difícil.. quero sentir o outro perder o próprio controle, quero ir ao âmago e não ficar na superfície.
quero saber se o sabor da pessoa é doce ou salgado
se sua mais nas costas ou no peito
se goza de olho fechado ou aberto
quero sentir o outro procurando meu cheiro, meu sabor, meu calor...
quero o outro aproveitando meus gemidos e provocando mais...
não quero violência
não quero agressão
nem tapa na cara
ninguém segurando minha cabeça, como se eu não soubesse a direção ou a pressão. Não sei mesmo.. então, me deixa descobrir...
não sei porque cada um tem um jeito, uma preferência.. cada um é de um jeito...
agora ficar lá, dirigindo a ação, é coisa pra diretor de filme pornô. Eu não sou atriz, não ganho pra isto. Nada contra quem faça mas não é o meu caso, então, não me trate assim.
Não quero nada disto...
muitas mulheres não querem
e cada uma foge disto do jeito que pode, com as armas que tem.
Minha fuga é uma fuga honrosa. Saio dizendo: "não atendo tua expectativa nem vc atende a minha então vamos deixar no gelo"
que horror...
quanta gente covarde e superficial no mundo.
Nestas horas agradeço meus não-acontecimentos. São muito melhores do que um sexo com efeito colateral.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Do outro lado











Ayten e Charlotte



"the edgem of heaven", o título em ingês também faz jus ao filme. Lindas cenas
em Istambul, lindas personagens.. quero beber o que eles bebem neste filme!
"Do outro lado" me fez pensar nas coisas que não vivemos, no que queremos viver... se uma pessoa quiser companhia, ainda que tenha que pagar, isto não torna o fato menos nobre.. é um jeito de aplacar a solidão.
Se os encontros "dão errado", sempre há um outro lado, algo que aprendemos, algo que faz a experiência valer a pena, que transforma... há sempre um outro lado de tudo.. nada mais propício...
O filme não é óbvio mas muito tocante. Recomendo.

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O jovem Nejat não aprova o relacionamento de seu pai viúvo com a prostituta Yeter. Mas ele acaba simpatizando com ela ao descobrir que Yeter envia dinheiro para a Turquia, a fim de pagar os estudos universitários da filha. A morte súbita de Yeter distancia pai e filho. Nejat viaja então a Istambul para procurar por Ayten, a filha de Yeter. Mas a jovem, uma ativista política, fugiu da polícia turca e está agora na Alemanha. Ela se torna amiga de Lotte, que a acolhe em casa, a contragosto de sua conservadora mãe. Quando Ayten é presa e seu pedido de asilo negado, acaba sendo deportada. Lotte viaja à Turquia, onde se envolve com a situação aparentemente sem esperanças da amiga. O filme ganhou o prêmio de melhor roteiro no festival de Cannes 2007.
(comentário do site da Mostra Internacional de Cinema de SP)

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Vida de Tartaruga

A danada da tartaruga tem uma vida longa e meus limitados conhecimentos sobre a bichinha não me permitem afirmar com certeza se esta vida longa se deve ao casco ou não.
Não estou atrás de vida longa...
em alguns momentos quero vida intensa
"vida louca, vida
vida breve
já que eu não posso te levar
quero que vc me leve"
mas a "sucessiva sucessão de sucessões" de nãos-acontecimentos me faz querer, neste momento, ser uma tartaruga: ter um casco, enfiar minha cabeça dentro dele e de vez em quando sair pra dar uma espiada e ver o que acontece no mundo.
Quero aprender alguma coisa com a tartaruga. Tenho que aprender.. já passou da hora...
Urubatan me disse que sou uma flor sem espinho - a humanidade acha que me conhece e só enxerga meus espinhos...
Eu acho que ele tem toda a razão - quem sou eu pra discordar de um caboclo? bom, já discordei uma vez mas não foi minha culpa se ele estava mal informado e, com permissão, um veneno, mal assessorado.
Não criei espinho, vou aprender com a tartaruga. Quem sabe a tartaruga dourada que ensina força, resistência e fortalece minha energia interior?
Não sei quantas tartarugas douradas terei que fazer para criar um casco que me permita permanecer neste mundo sem tanta dor, sem adicionar mais um cicatriz ao conjunto que já trago comingo.
Todo mundo tem as suas cicatrizes, eu sei. Cada uma delas tem um nome, uma história, uma data. Mas eu estou cansada de acumular ferimentos. Para cada 10 ferimentos surge um acalanto, um sopro que alivia a dor mas, passou o sopro, a dor está lá.
O casco de tartaruga protege o corpo dela, né? Ajuda a bichinha a não ser ferida a cada combate, a cada embate...
meu espírito é de luta, eu sei... não vou deixar de ir pra guerra mas, poxa vida! Dá pra ter mais paz do que guerra? mais deleite do que lágrimas? mais afeto do que covardia? mais honestidade do que hipocrisia?
Espero que sim... que existam mais tartarugas no meu mundo de elefantes e corujas!

domingo, 6 de julho de 2008

Espaço para Francisco agir

Arrumar os armários, gavetas e estantes é uma ação organizadora mas também é muito simbólica.

Para expulsar aquilo que não quero mais na minha vida, tirei do campo de visão as fotografias e arquivos que trouxessem à lembrança a presença de quem consegue ser irresponsável e egoísta a ponto de me manter presa.

Gente medrosa e confusa que quer abraçar o mundo mas não tem força de manter a própria palavra não pode arrastar os outros para seus infernos pessoais.

Mas nenhuma prisão é eterna... ela dura o tempo que permitimos. Eu não estou disposta a tolerar nada do gênero.

Para manter minha coerência farei quantas faxinas forem necessárias ainda que isto me doa profundamente.


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A força de Francisco

Falando em emoções, o povo que vive ao norte da linha do equador tem me ensinado muito. Se por um lado, sou levada a buscar mais espaço tirando as pessoas aprisionadas do meu campo de visão, por outro, surgiu Francisco que me fez sentir na pele quanta energia eu tenho e como me entrego a ela.

Para mim foi um encontro confortante, agradável, singelo.

Há muito tempo que eu não encontrava um homem que realmente sabe tratar uma mulher, que sabe como despertar prazer ao menor toque, em qualquer parte do corpo, um homem que sabe transformar o sussurro em algo poderoso a ponto de me manter andando nas nuvens por horas. Provavelmente ele adquiriu esta sabedoria causando dor em algumas pessoas.

Franciso é muito seguro, tem certeza do que quer, de onde quer chegar, além de saber respeitar os limites. Estas são qualidades que poucos homens carregam como um conjunto. Não chega a valer a dor mas quero acreditar que ele aprendeu com a dor que causou.

Minha surpresa foi para além dele. Foi descobrir que em mim ainda habita aquela garota que num pôr-do-sol no Hipólito, (um prédio do começo do século XX) descobriu que o sexo é algo divino e que a química é importante, não acontece o tempo todo e jamais conseguirá contralá-la.

Hoje eu sei que esta química pode me ensinar sobre mim e sobre o mundo.

O encontro com Francisco revelou um espelho para o que está guardado em algum lugar muito profundo em mim. Gostei do que vi, deste tesouro que guardo com tanto cuidado que eu mesma já tinha esquecido de como ele é bonito e precioso.

Francisco me encorajou a exercitar a minha sinceridade. Estar com alguém e não esconder nada, estar por inteiro, sem cobrar ou sem temer é uma outra dádiva. "Entre nós só o que nos fizer bem."

Francisco trouxe satisfação física que me alimentou, me iluminou e me despertou o desejo de dormir ao lado dele - minha barreira número um. Sei que eu dormiria muito bem ao lado dele. Sinal de confiança e segurança.

Não sei se é talento de Francisco ou a força da química mas ele soube conduzir meu corpo para um prazer tão sutil, tão intenso que ficará registrado na minha memória por algum tempo.

Francisco anda muito, viaja muito, pensa muito. Francisco está sempre em movimento, apesar do elemento terra ser presente em sua vida. Francisco me fez percorrer meus labirintos, circular minha energia, manter meu corpo aquecido.

Não sou ingênua de querer Francisco só pra mim, de querer guardá-lo a ponto de tirar-lhe o movimento. Vou guardá-lo, junto com o tesouro que ele me lembrou que carrego. Ele estará lá, num lugar especial, protegido pela magia de um único encontro.

Porém, serei esperançosa que meus encontros com Francisco sempre serão envoltos de respeito, cuidado, bem-querer, calor e intimidade, e que mais do que nossas mãos se toquem.

Agradeço imensamente este encontro mas, por ora, não vou ignorar a frustração de não trazer mais de Francisco dentro de mim.

domingo, 29 de junho de 2008

A caixa de pandora



Pandora..

filha de Zeus que quebrou a promessa de nunca abrir a caixa.

abriu e tudo mudou...

agora todos pagam pela curiosidade dela.

Eva, Pandora, a esposa do Barba Azul.. tantas foram as mulheres curiosas que pagaram caro por desrespeitar a única coisa que lhes haviam sido negada.

Mulher curiosa traz ao mundo a miséria, a loucura, a mentira, a guerra, a morte, a dor do parto...

Homem curioso que abre uma caixa traz o quê?

Espero um dia ter resposta pra isto.

O eremita


Um amigo me presenteou com esta carta...
o recolhimento...
tomara que o que venha depois seja muito bom.